quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Oscar para "Filhos de Deus"

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Este é o primeiro Natal do Roteiro com vocês, amigos ou seguidores.
O blog não pretendia, e continua assim, tornar-se uma badalação, nem conquistar espaço comercial.
Começou num gesto de amor, a indicação de um filme que me comoveu, e foi crescendo, crescendo, como diz a música, estimulado por colegas e amigos que revelavam gostar das dicas que lhes importunavam via e-mail.
Eu passei a gostar também. Reaprender a escrever sem ter um revisor é um enorme desafio e aprendizado. Costumo dizer que saberei escrever em alguns anos.
Tornou-se meu refúgio intelectual, meu momento de expressão autêntico, onde me apresento totalmente livre, correndo riscos, expondo preferências e posições políticas e ideológicas de forma subliminar. Percebi que por trás de cada indicação, especialmente de filmes, expunha revelações que, articuladas num quebra-cabeça, revelam o homem.
A mensagem de um Feliz Natal e Próspero Ano Novo, portanto, do Roteiro se mistura ao agradecimento àqueles que diariamente acessam ao blog, voluntariamente.
Para não perder o bom hábito de compartilhar aquilo que me emociona, recomendo um documentário sobre a vida de Jesus Cristo, "Filhos de Deus", que está passando no canal GNT- programa GNT.Doc - locução de Silvio Bocanera, com interessante caráter investigativo e científico.
Não afronta a fé e, pelo contrário, torna até mais verossímil a história extraordinária deste “homem” incomum, divino, imortal, sábio e amoroso.
Boa forma de lembrar “Dele” e de sua proposta de vida simples e inigualável, mas especialmente  verdadeira e desafiante.

Veja o link:
http://gnt.globo.com/gntdoc/videos/_1737742.shtml

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O melhor "Chibé de Rabada" de Ipanema

Era uma manhã de sábado com cara de segunda. Fria e nublada.
Consegui antecipar meu voo, sem nenhum custo, e ganhei de presente de Natal da companhia uma poltrona “conforto”, como se diz hoje. Gostei da regalia.
Quando o avião se aproximava do aeroporto, fez uma curva diferente do habitual e passou bem pertinho do Cristo Redentor.
Da janela, vi o “cara”, muito próximo. Cena rara nestes últimos meses e muito adequada para a época. Olho no olho, pedi proteção e agradeci por tudo. Tive a impressão que olhou exatamente para a minha janela. Chegada abençoada. Natal Feliz.
Na fila do taxi, organizei meu roteiro. Telefonei para o primo a quem iria visitar e parti com destino à Visconde de Pirajá, em Ipanema.
Em seguida, uma parada técnica no Rota 66, bar-restaurante mexicano, tipicamente da região, na Farme de Amoedo, rua conhecida pela predileção de todos os gêneros.
Gosto desse bar e os primeiros chopes, com colarinho de dois dedos, inundaram a minha alma.
O terceiro não chegou por que outros primos me convocaram para um mais famoso, o Bracarense, no Leblon.
Cheguei de mala e cuia no destino: a mala de bordo numa mão e o terno de trabalho da segunda-feira, devidamente protegido, na outra. Foi a primeira vez que cheguei a um bar nessa condição. Lotado, seguramente ninguém notou ou se importou com a cena.
Chegaram, então, o segundo e terceiro chopes.
O primo mais velho, com seu humor inteligente e felino, fez uma ligação e determinou:
Vamos agora para a “Nossa Casa”, na Paul Redfern, fronteira do Leblon com Ipanema.
Eu disse, com mesmo humor, que esperava que esse novo bar fosse de primeira.
Ele prometeu lugar sossegado, aconchegante e open bar, com variedades: uísque, vinho e cerveja.
A vedete da mesa seria uma “rabada” incomum, completou, delicada e macia, obra prima da chefa da cozinha do lugar. “E vamos que vamos”, dissemos todos.
O lugar era mesmo como ele prometera. Reservou uma mesa de oito lugares, na parte de cima e acesso fácil ao banheiro. Uma família adorável já curtia seu sábado. Lugar de primeira, com espaço para as crianças brincarem.
Troquei a espuma por um copo cheio de gelo e malte original. Perfeito.
Mais um pouco e ela chega, a “rabada” sugerida. Seria a minha segunda vez com a iguaria. Confesso que não aprecio (ava). Mas não há nenhum pingo (não é pinga) de preconceito. Simplesmente evitava.
Mas, no “vamos que vamos”, topei. Adequadamente quente, com molho vasto e simpático, cor de rabada, coloquei um pedaço no prato e fui...
A carne saborosa que envolvia as partes mais duras, vamos assim dizer, o osso, estava requintadamente bem temperada e macia. Dissolveu.
Para completar, chega um punhado de farinha de Pinheiro, cidade da baixada do Maranhão, metida a ser a mais crocante e amarela farinha d’água da região.
Não resisti. Duas colheres de sopa da famosa que foram encharcadas por três daquele molho cheio de personalidade. Do lado, um tricolor cirurgião diz: isso se chama “Chibé”, um clássico da cozinha maranhense.
Felicidade preencheu toda a boca e tive que repetir, discretamente.
Depois desse roteiro interestadual, a notícia triste da perda do conterrâneo Joãozinho, o Trinta, ficou assim mais amenizada.
O roteiro daquele sábado bem que poderia terminar com um samba e uma pitada de gênio. Será que João gostava de rabada?

"Rabada"  abençoada por Ele

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sugestões do Roteiro estão em indicados ao Globo de Ouro 2011

Na lista de indicados ao Globo de Ouro(EUA) de 2011, anunciada hoje, há candidatos em três filmes que Roteiro da Emoção sugeriu em post:
"A Pele que Habito": melhor filme em língua estrangeira;
"Amor a Toda Prova": melhor ator em musical ou comédia para Ryan Gosling;
"Meia-Noite em Paris": melhor ator em musical ou comédia para Owen Wilson, melhor direção e roteiro para Woody Allen e melhor filme musical ou comédia.
O Globo de Ouro costuma ser uma "pré-lista" para o Oscar.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Turismo astronômico no breu.

Não sei exatamente o ano. Foi entre 2003 e 2004.
Vinha de uma visita, a trabalho, ao município de Barreirinhas,  sede dos Lençóis Maranhenses. Estávamos na estrada, na direção de São Luis. Era noite.
Escuridão e silêncio só desafiados pelas conversas dentro do carro. Aliás, solitário a trafegar àquela hora. O breu estava iluminado pelos nossos  faróis.
Pelo para-brisa, percebi o espetáculo. Pedi ao motorista que parasse no acostamento quando houvesse boa condição para isso.
Olhei para trás, onde estavam os outros três colegas de trabalho, e disse: vamos parar um pouco. Quero que vocês vejam algo muito raro nestes dias. O céu estrelado sem as luzes da cidade. Não tenham medo. Vamos lá.
Descemos todos.
Lá em cima, uma tela perfeita. Nada é igual a uma noite estrelada, sem nuvens, na escuridão em que o tão misterioso universo nos observa com seus milhares de brilhantes, ou nos ignora, não sei exatamente.
Se alguém passasse naquele momento, talvez não entendesse um grupo de malucos, encostados na lataria de um carro, à meia-noite, olhando para o céu.
Foram poucos minutos, talvez vinte. Mas, em quase duas horas de viagem até a ilha, ninguém falou mais nada. Para quê, reconheçamos. Para quê? 
Em noites como aquela, basta olhar para cima e a tal felicidade surge de dentro para fora.
Apreciar o céu estrelado não é uma maluquice. Há lugares no mundo preferidos para este belo roteiro.
No Rio Grande do Sul, no distrito Vale  Vêneto, município de São João do Polênise, centro do estado, o Observatório Bioastronômico COSMOS, de Itaara/RS, realiza com a comunidade local roteiro de turismo astronômico, onde é possível observar os astros em noites acompanhadas da gastronomia local, incluindo vinhos na degustação.
Em Vale  Vêneto há um museu histórico que é considerado o maior acervo cultural italiano do Rio Grande do Sul. Os imigrantes que povoaram a região vieram da região de Vêneto, norte da Itália. Mas  há muitas outras opções. É só procurar.
Que tal? Gostou da ideia? Há quanto tempo não olha para o céu, assim estrelado, que não seja para suplicar milagres ?
No lugar em que mora é possível assistir a este espetáculo?
Então, saia por aí num roteiro semelhante.
Faça sua própria trilha para um céu de estrelas.

*Algumas cidades, com localização privilegiada, poderiam estimular o hábito  da observação dos astros e criar uma nova atração turística.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O animação "RIO"(2011) dos anos 50.

Desenho animado criado por Walt Disney, a pedido do Governo Americano, no início dos anos 50.
Uma relíquia.
Veja o link:

http://www.youtube.com/watch_popup?v=_mQHr8bAojU&vq=small

* Colaboração do amigo Carlos Malaquias Silva Neto

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um super domingo de emoção.


Hoje não é um domingo qualquer.

O País perdeu um jogador-cidadão. Político ídolo. Coisa rara.

De tarde, emoção muito viva.

Drama e ansiedade em São Paulo, Rio, Sete Lagoas, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

Um irá aos céus, dois ao inferno e alguns para a América.

Neste momento, alguns já roem as unhas. Outros a caminho do estádio.

Milhares no churrasco de espera ou em frente à TV para não perderem nenhum detalhe.

Há mães que prometeram reza e velas por seus filhos loucos.

Namorados e maridos já se despediram das companheiras.

Há torcedoras convertidas, ali do lado. Camisa do clube e maquiagem.

As indispensáveis beleza e força das mulheres, tanto para a vida como para os estádios.

Há bandeiras desfilando nos carros ou vendo a vida das janelas.

As camisas resolveram sair de casa todas juntas.

Hoje é dia da emoção que não faz mal.

Dia de risos e lágrimas merecidas.

Sejam felizes, torcedores, muito felizes!!!



                                       

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os Filmes do Final de Semana.

Domingo tem decisão, finalmente.
Rio ou São Paulo.
Loucos ou lutadores.
No Rio, tabela colocou rivais para se matarem (no bom sentido).
Em São Paulo, para se matarem quase de verdade.
Palpite de observador: Corinthians campeão, mesmo sem vencer.
Palpite de torcedor: Flamengo perde a vaga na Libertadores.
Palpite de tricolor: Seremos o terceiro, maior artilharia e artilheiro.
Filmes: "Duelo de Titãs” ou "Invictus"

 Duelo de Titãs