quarta-feira, 23 de março de 2011

Elizabeth Taylor morre em Los Angeles

Morreu hoje Elizabeth Taylor, internada em um hospital de Los Angeles (EUA) desde feveriro, com problemas no coração.
O primeiro post do blog,12/02/2011, foi sobre a atriz inglesa.
Em sua homenagem, reproduzimos abaixo:

A Revolução no Egito,Cleópatra e Elizabeth Taylor

Elizabeth Taylor em cartaz do filme Cleópatra

A revolução (popular e justa) no Egito é o fato da semana.
Coincidência ou não, Elizabeth Taylor, a eterna Cleópatra, inquestionável símbolo da beleza da mulher em toda a história do cinema, foi internada nestes dias em Los Angeles, com problemas cardíacos. Ela nasceu em 23 de fevereiro de 1932, em Londres, o que aumenta a coincidência entre os fatos.
História, poder, revolta e traição aproximam as duas notícias,uma vez que o papel de Cleópatra,A Rainha do Egito, marcou a carreira da atriz.
Bom motivo para rever Cleópatra, o filme(1963), admirar Elizabeth e rever parte da história do país das pirâmides e centro das atenções do planeta nestes dias.
Lembrete: o filme é longo,quase quatro horas.
Circula na mídia especializada que Angelina Jolie vai interpretar Cleópatra em 3D. Vamos esperar.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pelo perdão de Jesus Cristo

Mel Gibson foi condenado recentemente, no dia 11 de março, a prestar serviços comunitários e a assistir palestras durante 52 semanas, em virtude de ter agredido a ex-namorada. No passado, já havia sido pego dirigindo em alta velocidade e embriagado.
Comportamento violento contra mulheres deva ser exemplarmente punido, seja quem for o autor.
Este ator australiano já protagonizou e dirigiu excelentes e bons filmes ("Sinais”-EUA/2002- é um dos meus favoritos) e dois, em especial, causaram-me enorme emoção:
“Coração Valente” (1995-EUA) tonou-se um épico para sempre. Difícil até começar a relembrá-lo.
A cena de tortura, no final do filme, constitui-se em um dos momentos em que o cinema realiza seu destino. Lutamos, sofremos, resistimos, doemos e morremos com imensa solidariedade ao personagem. Entendemos os valores que diferenciam os homens e nos estimulam à dignidade. Dignos da história e dignos de nossos amores, pois é por amor que William Wallace começa uma guerra sangrenta para libertar a Escócia e que termina com suas vísceras expostas sob a perplexidade de pobres e explorados súditos.
Não me incomodou a reconstituição da vida rude e da violência do Rei e seus infelizes seguidores.
Emocionou-me o drama de seu filho desrespeitado pelo homossexualismo que tentava esconder e me indignou a política de seu pai, um tirano de época, os conchavos e traições.
Mas há beleza na história, há ternura, paixão e uma linda mulher amada. A trilha sonora do filme me acompanha. Ouvi-la causa boa recordação.
Outro tipo de emoção me causou "A Paixão de Cristo” (2004-EUA), em que Jesus foi interpretado por James Caviezel (Déja Vu/ Violação de Privacidade) e dirigido pelo ator condenado.
Lembro que saí do cinema calado, absorto em pensamentos, humilde. Completamente humilde e grato pela coragem de pedir perdão a Deus pelos meus, vejam só, sofrimentos reclamados. As últimas horas de vida de Jesus pareceram conter todo o drama da humanidade.
Alguns reclamaram das cenas, que acharam exageradas, muito fortes.
Desculpas, meras desculpas. Doemos foi de remorso.






domingo, 20 de março de 2011

"Esposa de Mentirinha" e uma comédia de verdade.

Há muito tempo, alguns anos eu diria, não me entregava às gargalhadas como no filme "Esposa de Mentirinha" (2011-EUA), em cartaz nos cinemas.
A dupla Adam Sandler (Como Se Fosse a Primeira Vez/Eu os Declaro Marido e... Larry/Gente Grande) e Jennifer Aniston (Friends- série de TV americana/Marley e Eu/Separados pelo Casamento) protagonizam um roteiro óbvio, mas cativante.
Jennifer dá um show de interpretação, acompanhada de uma jovem atriz promissora.
Uma típica comédia romântica, absolutamente fiel aos ingredientes do estilo imbatível dos americanos, que consegue nos relaxar com piadas e situações cômicas, até infantis, mas que surpreende com momentos de um romantismo impecável.
Até o tremendo esforço de Nicole Kidman (Austrália/A Feiticeira/Moulin Rouge) para nos fazer rir é perdoado
O filme é gostoso, estimulante e muito, muito relaxante.
Vá se divertir. Solte o sorriso. Desligue-se de seus insistentes problemas. Faça isso por você.

sábado, 19 de março de 2011

O Almanaque de Michelle Obama

No dia em que o presidente americano Barack Obama chega ao Brasil, o Almanaque fala sobre o estilo das primeiras-damas. Nos Estados Unidos, a repórter Mila Burns entrevista Kate Betts, a jornalista e crítica de moda da revista americana Time. O termo “primeira-dama” foi inventado no final do século XIX para designar as esposas dos homens mais poderosos do mundo, que testemunham diariamente conquistas, crises, guerras e acordos de paz.
O programa Almanaque deste sábado, dia 19, faz uma homenagem a essas mulheres entrevistando a autora do livro “Everyday Icon: Michelle Obama and the Power of Style” (com tradução livre, “Ícone de todo dia: Michelle Obama e o Poder do Estilo”). Kate explica como a elegância da primeira-dama americana ajuda a definir a cara do país e quais são as implicações políticas de suas escolhas. Segundo a jornalista, a advogada Michelle é a demonstração de que aparência e conteúdo são parceiros. A autora aproveita ainda para comentar sobre o estilo da atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff.
O Almanaque será exibido na madrugada de sábado, dia 19, para domingo, às 00h05.
Nota: O texto foi copiado do site da Globo News.  http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1654056-17665-302,00.html 

sexta-feira, 18 de março de 2011

A nossa bagagem vai nos matar.

Eu começo objetivamente: a tragédia no Japão(refiro-me ao terremoto e ao tsunami subsequente) não tem relação alguma  com o aquecimento global.
Não faz parte de um roteiro de previsão das consequências da ação do homem sobre o planeta. A nossa querida e maltratada Terra, nossa bola maior, tem sua própria vida e hábitos, e não se importa muito conosco, e nem deveria, eu acho.
Entretanto, este evento deve nos levar à reflexões sobre a ocupação do planeta e o modo de vida que hoje cultivamos.
A verdade é que hoje somos muitos, estamos em todos os lugares e levamos conosco nossas tralhas, desde um saco de coisas velhas da infância até as usinas nucleares.
A maioria de nós detesta argumentos ambientalistas quando estes sugerem mudanças em nossos hábitos tão prazerosos. No máximo, a maioria admite que seja verdade, que essa vida é muito estressante, mas não faz absolutamente nada além de trocar sua geladeira antiga por uma nova, mais eficiente ou, já no campo do mero prazer e competição social  substituir a TV de LCD pela de LED, cuja definição é melhor e o som, dizem os vendedores, é quase igual ao do cinema. Sim, ia esquecendo, todos dizem aos amigos que assistiram ao documentário do Al Gore que é impressionante e que devia ser visto pelos jovens.
A questão essencial que este  caos japonês estabelece, incluindo aqui em grande e maior relevo o acidente nuclear, ao invadir a nossa casa confortável e trazer algum nível de medo, conforme nossa proximidade da ilha do sol nascente, é se conseguiremos continuar vivendo levando as velhas bonecas e as usinas a todos os lugares, quanto tempo esse piquenique vai durar e quem vai catar moedas espalhadas pelas ruas de entulhos onde ficava o banco.
Reveja a cena daquele navio “estacionado” no meio da antiga rua da cidade japonesa e pense em um cofre retorcido de portas abertas pousado numa calçada.
Hoje, quando descobrimos um novo paraíso ecológico, um novo “destino turístico”, se é que ainda existe algo para descobrir, irremediavelmente temos que levar um monte de tralhas para lá vivermos, ainda que a passeio. Esse lugar que sempre conviveu com a nossa "Bola" se mexendo ,enchendo, vazando, esfriando, esquentando, nascendo e morrendo em suas plantas raras, não se importa com a nossa presença durante algum tempo, mas em seguida avisa: seu jeito de ter prazer não combina muito comigo. Um dos dois vai acabar se sentindo mal.
Eu sei que essa conversa incomoda. Eu sei que já há alguns milhares de linhas, ou “bilhares”, dizendo com muito mais precisão, acerto e categoria o que aqui resmungo.
Mas os tremores da "segunda economia" do planeta devem ser levados a sério.
Não estou aqui discutindo este ou aquele modo de produção de energia, embora  isso deva ser feito com muita seriedade e lucidez. Estou dizendo que o perigo é que nos multiplicamos e nos espalhamos de modo trágico, estressante, obeso, cancerígeno, senil, irritante, engarrafado, poluído, ganancioso e insaciável. Nossos brinquedos e caixinhas de tesouros estão nos matando.
Há um filme de ficção científica intitulado  "O Dia em que a Terra Parou" (2008-EUA), que mereceria ser revisto. Nele, alienígenas invadem a terra para destruir apenas a nós, humanos. Seu objetivo não é nos dominar e ficar com as nossas riquezas naturais. É simplesmente salvar o planeta, patrimônio de todo o Universo. O líder da matança, interpretado por Keanu Reeves (Alguém Tem Que Ceder/ A Casa do Lago) tenta falar com os nossos chefes para evitar a sua ação, mas é rechaçado e então segue com o plano. Contudo, é convencido a nos dar uma chance, influenciado por uma cientista, vivida por Jennifer Connelly (Ele Não Está Tão a Fim de Você/ O Dilema), que lhes diz haver certo sentimento nobre, que poderia ser chamado de amor no sentido mais amplo, que habita esquecido entre nós e que poderia nos humanizar. Seduzido por esta esperança, nosso matador, no último ato, afugenta seus “soldados” e nos dá uma última e derradeira chance.
O filme não ganhou indicações para o Oscar, mas é, seguramente, oportuno.E talvez,ao assistirmos, sejamos incentivados a aproveitar alguma chance que ainda nos resta no mundo real.








quinta-feira, 17 de março de 2011

O Último Samurai e o caos.

As notícias da tragédia no Japão são sempre acompanhadas de menções ao modo peculiar como  os japoneses estão reagindo neste momento de extrema dor e ameaças que não param.
Seja na busca de sobreviventes ou na forma de fazer os comunicados, a tradicional “calma” japonesa ainda sobrevive.
“O Último Samurai” (2003-EUA) filme dirigido Edward Zwick, com Tom Cruise (Missão Impossível)l e Ken Watanabe (Memórias de uma gueixa), é uma excelente oportunidade de entendermos um pouco esse comportamento.
Nathan Algren (Tom Cruise), um militar norte-americano de renome, é enviado em 1870 para ajudar o Imperador Mejji a derrotar os últimos samurais resistentes.
Capturado, ele convive e aprende novos valores em meio a um modo de vida marcado por uma postura de disciplina, respeito e tolerância como forma de aperfeiçoar o convívio entre os homens, cultivado há milhares de anos. Destacam-se valores que são, de algum modo, encontrados em meio à tragédia de agora.
Tudo envolto em uma fotografia marcante e uma trilha sonora indicada ao Oscar, assim como o figurino.



quarta-feira, 16 de março de 2011

EXTRA!!!! Filme indicado pelo blog é notícia no mundo todo(infelizmente)

16/03/2011 - 15h00

Estúdio de filme sobre tsunami doa US$ 1 milhão para o Japão

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DE SÃO PAULO

Tragédia no JapãoA Warner Bros. anunciou que vai doar parte dos lucros do filme "Além da Vida" ao Japão. O filme, dirigido por Clint Eastwood, reproduz o tsunami que atingiu a Ásia em 2004.
Segundo o jornal "LA Times", a doação será calculada sobre uma porcentagem da venda desta semana de DVDs e Blu-ray do longa metragem. A publicação afirma que a soma deve ficar em torno de US$ 1 milhão.
O dinheiro será destinado a ajudar as vítimas do terremoto e tsunami que atingiram o país na última semana.

Divulgação
Os atores Matt Damon (à esq.) e Jay Mohr em cena do filme "Além da Vida" (2010) de Clint Eastwood
Os atores Matt Damon (à esq.) e Jay Mohr em cena do filme "Além da Vida" (2010) de Clint Eastwood

Eastwood apoiou a iniciativa. "A devastação e as perdas que o Japão está enfrentando são quase incompreensíveis. Estou feliz em participar com a Warner deste esforço para ajudar o povo japonês", declarou o diretor.
Esta semana, "Além da Vida" foi retirado dos cinemas japoneses por ser considerado inapropriado para o público neste momento.

Veja o post  anterior.